
O óleo isolante é o sangue do transformador a óleo. Além de isolar eletricamente os componentes internos, ele dissipa o calor, protege o papel Kraft contra umidade e indica a saúde do equipamento. Por isso, a análise físico-química do óleo isolante não é uma simples recomendação de manutenção: é um diagnóstico preventivo que pode evitar falhas catastróficas e paradas não programadas.
Por que fazer a análise anualmente?
A norma ABNT NBR 15422 recomenda a realização periódica de ensaios em óleo isolante mineral, especialmente em transformadores de distribuição e força. A frequência anual é o padrão adotado pela maioria das concessionárias e fabricantes por três motivos principais:
- Detectar degradação precoce: o óleo amarela, oxida e perde propriedades dielétricas ao longo do tempo, mesmo sem falhas aparentes.
- Identificar contaminação por umidade: água é o inimigo número um do isolamento. Pequenas infiltrações aumentam a condutividade e reduzem a vida útil.
- Antecipar falhas no papel e no enrolamento: a análise dos gases dissolvidos (DGA) revela arcos, descargas parciais e superaquecimento internos.
Quais exames compõem a análise físico-química?
Um laudo completo de óleo isolante avalia parâmetros essenciais para a segurança operacional:
1. Tensão disruptiva (dielétrica)
Mede a capacidade do óleo de suportar tensão elétrica sem romper. Valores abaixo do especificado indicam contaminação por água, partículas ou resíduos de degradação.
2. Fator de potência (tangente delta)
Indica a perda dielétrica do óleo. Fator de potência elevado significa maior aquecimento e menor eficiência do isolamento.
3. Acidez neutra
A oxidação gera ácidos orgânicos que corróem metais e aceleram o envelhecimento do papel. O controle da acidez é decisivo para definir se o óleo deve ser regenerado ou trocado.
4. Umidade e teor de água
Excesso de umidade reduz drasticamente a rigidez dielétrica e compromete o isolamento celulósico. A desidratação pode ser feita por filtragem a vácuo.
5. Análise de gases dissolvidos (DGA)
A presença de hidrogênio, metano, etano, etileno e acetileno permite identificar a natureza da falha: superaquecimento, descargas parciais ou arco elétrico.
Quando o óleo precisa ser tratado ou substituído?
Dependendo dos resultados do laudo, a recomendação pode ser:
- Filtragem e desidratação: para óleo contaminado por umidade ou partículas, mas com propriedades químicas preservadas.
- Regeneração: processo que remove ácidos, sedimentos e produtos de oxidação, recuperando as características do óleo.
- Substituição: indicada quando a degradação avançou e a regeneração não é economicamente viável.
Na Refortrafo, realizamos a coleta, ensaios laboratoriais e tratamento do óleo isolante com laudo técnico e acompanhamento especializado. Manter uma rotina anual de análise é o passo mais barato para evitar o custo de uma parada emergencial.